terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Presente de 2010


Ela já estava cansada por tudo que estava acontecendo em sua vida. Relacionava-se com uma pessoa que não agregava nada.Num belo dia de sol no centro de SP, uma colega disse que tinha um conhecido para apresentar, mostrou fotos num site de rede social e ela gostou do que viu, mandou um email e o papo começou.Conversaram por email, e aos poucos foram se conhecendo: os gostos um do outro, as diferenças, os pontos em comum. Marcaram uma cerveja. Da parte dela identificação, ele a fazia rir.Você nunca sabe o que o outro pensa no primeiro encontro e ainda quando é homem. A mulher até tem uma linguagem corporal, com sorrisos, vira o cabelo de um lado para o outro, mexe as mãos, gesticula, mas o homem não. Eu disse diferenças, né? Voltaram a se encontrar algumas vezes. De uma maneira adulta, simples, intensa. Eu disse diferenças, né? “Pensar que quando duas pessoas diferentes se juntam uma vai acabar mudando a outra é de uma ingenuidade comovente.” Conversando sobre o que foi 2010 em sua vida ela me disse que ele tinha sido o presente dela, a melhor coisa que aconteceu. Perguntei se ele tinha noção disso, ela respondeu com um sorriso entre os lábios: “talvez”.

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